Guardas alertam para aparecimento de ‘focos de sarna’ nas cadeias

Publicado: 16 de Abril de 2014 por António Lima em Noticias

Cadeia SetubalO Sindicato Nacional do Corpo da Guarda Prisional alertou hoje para o aparecimento de “focos de sarna” e doenças de pele nas cadeias devido “à falta de dinheiro” para comprar desinfectantes e à sobrelotação das prisões.

Questionada pela agência Lusa sobre esta situação, a Direcção Geral de Reinserção e Serviços Prisionais (DGRSP) indicou que foi diagnosticada, há cerca de quatro semanas, “sarna exclusivamente a reclusos de um único estabelecimento prisional “.

Segundo a DGRSP, estes “casos pontuais foram imediatamente isolados e tratados”, em colaboração com a delegação de saúde local, encontrando-se a situação clinicamente resolvida.

A Direcção Geral de Reinserção e Serviços Prisionais adianta ainda que “os procedimentos de limpeza nos estabelecimentos prisionais não estão, nem nunca estiveram, em causa”.

No entanto, o presidente do Sindicato Nacional do Corpo da Guarda Prisional (SNCGP), Jorge Alves, disse à Lusa que “devido à falta de dinheiro está a começar a notar-se uma falta de higiene e haver alguns focos de sarna, que acaba por afectar o pessoal da guarda prisional”.

Segundo Jorge Alves, os casos de sarna surgiram nos estabelecimentos prisionais de Braga e Setúbal e na Carregueira apareceu uma doença de pele.

O sindicato teme que estes “focos de sarna” sejam transmitidos para os guardas prisionais, uma vez que um profissional da prisão da Carreira teve um vírus na pele devido à falta de higiene nos espaços e nos colchões”.

O presidente do sindicato sublinhou também que por causa da falta de dinheiro está cada vez a usar-se menos lixivia e creolina para desinfectar, sendo os espaços apenas lavados com água.

“As cadeias compravam muita lixívia e creolina para desinfectar os espaços, mas agora já não há dinheiro e é só água. É água sobre água e isso não desinfecta nada. Em cadeias com mais de 100 anos e com cada vez mais reclusos devia haver um investimento, mas o que está acontecer é o contrário”, sustentou.

Os cortes orçamentais estão a fazer com que as cadeias recebam cada vez menos a visita das empresas de desparasitação e desratização, segundo o sindicato.

“Está a notar-se cada vez menos a ida às cadeias de empresas de desparasitação e desratização, que iam com frequência”, frisou Jorge Alves, alertando para o aparecimento, cada vez mais, de ratos nos espaços comuns.

Como exemplo, indicou os casos detectados no Estabelecimento Prisional de Lisboa, que durante um período de tempo e por falta dinheiro não fizeram a desratização e começaram a aparecer ratos nos espaços comuns, e na cadeia de Vale dos Judeus, onde estes animais roeram os cabos das câmaras de videovigilância.

Segundo a Direcção-Geral da Reinserção e Serviços Prisionais, existem mais de 14.400 reclusos nas prisões portuguesas, ultrapassando em cerca de 2.000 lugares a lotação existente.

Os dados disponíveis na página da DGRSP mostram que existe actualmente o valor mais elevado de presos desde 1999, o primeiro ano com estatísticas conhecidas.

Guardas prisionais realizam vigília junto ao Ministério da Justiça

Publicado: 16 de Abril de 2014 por António Lima em Noticias

Ministério JustiçaO Sindicato Nacional do Corpo da Guarda Prisional realiza nesta quarta-feira uma vigília junto ao Ministério da Justiça para exigir a integração nas novas tabelas remuneratórias, pagamento do subsídio de turno e uma carreira de risco e de desgaste rápido.

O presidente do sindicato, Jorge Alves, afirmou que foi decidido avançar com a vigília, que se realiza entre as 10h30 e as 15h00, devido “à falta de resposta do Ministério da Justiça a cinco questões”, estando muitas delas previstas no estatuto profissional dos guardas prisionais, que entrou em vigor em Fevereiro.

Em causa está a integração dos guardas prisionais nas novas tabelas remuneratórias, à semelhança do que aconteceu na PSP, a fusão dos dois suplementos no vencimento, o pagamento de subsídio de turno, escalas de serviço e que a profissão seja considerada de risco e de desgaste rápido, adiantou Jorge Alves.

O sindicalista explicou que os guardas prisionais querem que a profissão seja considerada de risco e de desgaste rápido devido à rotatividade dos serviços e ao aumento do número de reclusos, que são cada vez mais jovens e violento

O sindicato vai também iniciar na quinta-feira uma greve durante os turnos da noite e ao fim de semana.

A greve, que se prolonga até 6 de Junho, vai realizar-se entre as 19h00 e as 8h00, durante a semana, e aos fins-de-semana tem a duração de 24 horas.


Simbolo sindicato independente prisionalJúlio Rebelo, da direção do Sindicato Independente do Corpo da Guarda Prisional (SICGP), explicou à agência Lusa que, na origem deste protesto, que “deverá contar com a adesão de uma larga maioria de profissionais”, estão várias reclamações.

Uma das reivindicações apontadas por Júlio Rebelo são “as escalas que a Direção-Geral dos Serviços Prisionais [DGSP] quer implementar nos estabelecimentos e que prejudicam gravemente a vida prisional e profissional de corpo de guardas”.

O Sindicato pretende ainda que o corpo de guardas prisionais seja retirado da Lei 12 A (geral da Função Pública), por considerar que este tem “uma carreira especial, com especificidades que não se coadunam com a restante administração pública”.

O protesto visa ainda a aplicação dos índices remuneratórios ao corpo de guardas prisionais, tal como já foi feito a outras forças de segurança, como a PSP e a GNR, disse.

Na base desta greve está ainda a reclamação do reforço do corpo de guardas, com a entrada de novos elementos, o qual estará “prometido há mais de um ano”, disse Júlio Rebelo.

Estas situações, garante o dirigente do SICGP, têm contribuído para o agravamento do corpo de guardas prisionais, o qual “está cada vez mais envelhecido e reduzido, ao contrário do número de reclusos que tem aumentado”.

Na quinta-feira tem início uma outra greve, convocada pelo Sindicato Nacional do Corpo da Guarda Prisional, que irá decorrer durante os turnos da noite e ao fim de semana, devido à “falta de resposta” do Ministério da Justiça.

A greve, que se prolonga até 06 de junho, vai realizar-se entre as 19:00 e as 08:00, durante a semana, e aos fins de semana tem a duração de 24 horas, disse à agência Lusa o presidente do sindicato, Jorge Alves.

O sindicato vai realizar também, na quarta-feira, entre as 10:30 e as 15:00, uma vigília junto ao Ministério da Justiça.

Em causa está a integração dos guardas prisionais nas novas tabelas remuneratórias, a fusão dos dois suplementos no vencimento, o pagamento de subsídio de turno, escalas de serviço e considerar a profissão de risco e de desgaste rápido, adiantou Jorge Alves.

Dados da Direção-Geral da Reinserção e Serviços Prisionais indicam que o número de reclusos nas prisões portuguesas era, a 01 de abril, de 14.425.

Guardas prisionais em greve durante a noite e fim de semana

Publicado: 16 de Abril de 2014 por António Lima em Noticias

Guarda prisional abrir gradãoO Sindicato Nacional do Corpo da Guarda Prisional indicou hoje que vai iniciar na quinta-feira uma greve durante os turnos da noite e ao fim de semana, devido à “falta de resposta” do Ministério da Justiça.

A greve, que se prolonga até 06 de Junho, vai realizar-se entre as 19:00 e as 08:00, durante a semana, e aos fins-de-semana tem a duração de 24 horas, disse à agência Lusa o presidente do sindicato, Jorge Alves.

O sindicato vai realizar também, na quarta-feira, entre as 10:30 e as 15:00, uma vigília junto ao Ministério da Justiça.

Em causa está a integração dos guardas prisionais nas novas tabelas remuneratórias, a fusão dos dois suplementos no vencimento, o pagamento de subsídio de turno, escalas de serviço e considerar a profissão de risco e de desgaste rápido, adiantou Jorge Alves.

O presidente do sindicato afirmou que foi decidido avançar com a vigília e com a greve devido “à falta de resposta do Ministério da Justiça a essas cinco questões”, estando muitas delas previstas no estatuto profissional dos guardas prisionais, que entrou em vigor em Fevereiro.

A integração dos guardas prisionais nas novas tabelas remuneratório, à semelhança do que aconteceu na PSP, e o pagamento do subsídio de turno são duas das questões que estão previstas no estatuto, disse o sindicalista, acrescentando que, em Janeiro, o sindicato teve duas reuniões no Ministério da Justiça para apresentar as reivindicações.

“Como até agora não obtivemos resposta do Ministério da Justiça, quer das reuniões, quer dos ofícios enviados, e com atitude da Direcção-Geral da Reinserção e Serviços Prisionais na aplicação de escalas de trabalho sem negociar com as estruturas representativas, decidimos avançar com esta vigília e com a realização de períodos de greve até ao dia 06 de Junho”, disse.

Jorge Alves explicou que os guardas prisionais querem que a profissão seja considerada de risco e de desgaste rápido devido à rotatividade dos serviços e ao aumento do número de reclusos, que são cada vez mais jovens e violento.

Segundo o sindicato, a greve vai afectar sobretudo as visitas aos reclusos durante os fins-de-semana, além das várias diligências que são feitas durante a noite.

Dados da Direcção-Geral da Reinserção e Serviços Prisionais indicam que o número de reclusos nas prisões portuguesas era, a 01 de Abril, de 14.425.


Jorge Alves 3O Sindicato Nacional do Corpo da Guarda Prisional (SNCGP) sublinha que há muito reivindica que o subsídio de turno seja aplicado em todos os estabelecimentos prisionais. O presidente do sindicato, Jorge Alves, recorda que já está a ser aplicado em alguns locais.

Em declarações à Antena 1, o dirigente do SNCGP nega que se esteja perante uma novidade: “Só se for para esta Direção-Geral que essa escala é nova. Para nós não é, porque continuamos a praticá-la no hospital prisional. Já a praticámos em Coimbra, na Carregueira e noutros estabelecimentos prisionais”.

“O que nós reclamamos e um dos motivos da greve é que o subsídio de turno tem que ser para todos os guardas prisionais que desempenhem funções no período da noite e ao fim de semana. E não é isso que a Direção-Geral quer”, refere Jorge Alves.

Esta reação surge depois de o diretor-geral dos Serviços Prisionais ter afirmado em entrevista à Antena 1 e ao Diário Económico que testou uma escala na prisão de Alcoentre em que o subsídio de turno já vai ser pago este mês e que as horas de trabalho foram reduzidas. Rui Sá Gomes garantiu que quer reproduzir este projeto nos outros estabelecimentos prisionais.

O subsídio de turno é precisamente o motivo que leva os guardas prisionais a uma nova greve de cinco dias a partir de dia 17 de abril. Há apenas serviços mínimos durante esse tempo.

Faltam guardas prisionais nas prisões portuguesas

Publicado: 5 de Abril de 2014 por António Lima em Noticias

Guarda prisional no recreioO Diretor-Geral de Reinserção e Serviços Prisionais denuncia a falha e espera uma autorização para abrir um concurso para admitir 400 profissionais.

Numa entrevista à Antena 1, Rui Sá Gomes diz que já testou uma escala na prisão de Alcoentre que permite pagar um subsídio de turno. Um modelo que pode ser alargado a outros estabelecimentos prisionais.

Militares da GNR obrigados a limpar ervas para receber ministro

Publicado: 5 de Abril de 2014 por António Lima em Noticias

A Associação dos Profissionais da Guarda denunciou, esta quinta-feira, que os profissionais da GNR da Unidade de Segurança e Honras do Estado foram obrigados a fazer trabalhos de limpeza das ervas daninhas que circundam o 3.º esquadrão daquela unidade, na Calçada da Ajuda, em Lisboa, nos dias 28 e 31 de março.

Também foram obrigados, segundo a Associação dos Profissionais da Guarda (APG), a pintar os muros do esquadrão. Aquela unidade vai receber o ministro Miguel Macedo segunda-feira, no âmbito do seu 7.º aniversário. Como tal, “foi entendido que os profissionais da GNR deveriam realizar trabalhos estranhos às suas funções e indignos de agentes da autoridade”, refere a APG.

Confrontado, esta sexta-feira em Guimarães, sobre a denúncia, Miguel Macedo disse desconhecer: “Não sei sequer do que está a falar, não conheço nenhum comunicado sobre uma situação desse género”.