Mais de 90% das pessoas detidas nas prisões da Rússia estão doentes, muitas delas com tuberculose, Sida e hepatite, reconheceu nesta quarta-feira o gabinete do procurador geral.
“As verificações realizadas mostram que mais de 90% das pessoas condenadas à prisão ou em detenção provisória estão doentes, atingidas com frequência por doenças como a tuberculose, a hepatite, e infectadas pelo HIV”, indica o Ministério Público em um comunicado.
“A maior parte dos problemas de funcionamento da Medicina penitenciária está ligada ao seu financiamento. Em 2010, os serviços médicos para os detentos receberam apenas de 24% dos recursos necessários”, ressaltou, indicando que essas conclusões foram transmitidas ao presidente Dmitri Medvedev.
A Procuradoria indica também que 60% dos equipamentos médicos “datam dos anos 1970 e 1980” e que mais da metade do material é “muito velho”.
O presidente Medvedev havia ordenado uma verificação global do sistema de saúde nas prisões da Rússia após a morte de vários presos que não haviam recebido uma assistência médica apropriada