O presidente do Sindicato Independente do Corpo da Guarda Prisional (SICGP), num balanço sobre os 21 dias consecutivos de greve que fez ao DN, adiantou que vão avançar com “novas formas de luta, um eventual novo período de greve e vigílias à porta de algumas cadeias e em frente à sede da Direção Geral dos Serviços Prisionais”. Júlio Rebelo garante que nos protestos vão também “exigir a demissão do diretor geral das prisões, Rui Sá Gomes, porque já não nos inspira confiança”.
O dirigente sindical refere que o SICGP está a fazer um levantamento das alegadas “violações aos serviços mínimos por parte dos diretores de alguns estabelecimentos prisionais que aderiram à greve”, referindo casos em que “os guardas prisionais foram dispensados de serviço nas cadeias de Castelo Branco, Monsanto, hospital prisional de Caxias, Beja, Évora”.
Alega ainda Júlio Rebelo que a greve de fome que 15 reclusos da cadeia de alta segurança de Monsanto iniciaram e que terminou na semana passada foi “regularizada porque a direção do estabelecimento aceitou as reivindicações dos presos de telefonarem livremente e receberem as refeições nas cantinas”.
O SICGP está a elaborar uma queixa com todas estas situações que será enviada para a Direção Geral da Administração e do Emprego Público. “Enviaremos também uma carta à ministra da Justiça a explicar os motivos da queixa”, concluiu Júlio Rebelo.
