Auditoria ordenada pela ministra da Justiça aponta problemas de gestão nos serviços prisionais e detecta dívida de dois milhões, revela o “Correio da Manhã”.A Direcção-Geral de Reinserção Social e Serviços Prisionais (DGRSP) gastou 19,4 milhões de euros em contratos por ajuste directo, entre 2012 e 2013, para o fornecimento de refeições, serviços de saúde e vigilância electrónica para os estabelecimentos prisionais, por não terem sido lançados em tempo útil concursos públicas para essa contratação, noticia esta quarta-feira o Correio da Manhã.
O jornal cita as conclusões de uma auditoria ordenada pela ministra da Justiça, Paula Teixeira da Cruz, que revelou problemas de gestão dos dinheiros públicos, falando mesmo em “total perversão no desenvolvimento dos respectivos procedimentos aquisitivos”.
A auditoria revela que só na aquisição de refeições para as prisões foram gastos 11,2 milhões de euros em ajustes directos, para os serviços de saúde 6,2 milhões e para vigilância electrónica dois milhões.
De acordo com o Correio da Manhã, os serviços prisionais têm ainda uma dívida de pelo menos dois milhões de euros. O documento aponta ainda o dedo às cantinas, revelando que “em média, os lucros gerados pelas cantinas rondam os 680 mil euros por ano, mas o valor entregue à DGRSP ronda apenas os 600 mil euros”.
A auditoria concluiu ainda que as cantinas emprestam dinheiro àquela direcção-geral, mais de 457 mil euros, para pagar o trabalho dos reclusos.